Imagem Embrapa
A queda de uma das maiores araucárias do Brasil mobilizou pesquisadores e equipes científicas em Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Conhecida como “Pinheirão”, a árvore tinha impressionantes 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro, sendo considerada a quarta maior araucária do país. O exemplar histórico ficava na Estação Experimental da Embrapa Florestas e atraía pesquisadores de diferentes países interessados em estudar espécies gigantes da Floresta Ombrófila Mista.
Após a confirmação da queda, equipes da Embrapa iniciaram uma operação para coleta de material genético e tentativa de clonagem da árvore. Segundo os pesquisadores, ainda foram encontradas brotações viáveis, o que permitiu o encaminhamento do material para enxertia em laboratório. O objetivo é preservar características genéticas raras da espécie, como sua longevidade e grande porte. O procedimento deve levar cerca de cem dias para ter o resultado confirmado.
O “Pinheirão” também era símbolo de estudos ambientais e inspiração para pesquisadores de universidades e instituições internacionais. Apesar de não haver uma definição precisa sobre sua idade, especialistas acreditam que a árvore possuía séculos de existência. Estudos recentes apontam que mudanças climáticas e o aumento de chuvas extremas podem estar relacionados à queda de árvores gigantes, já que o excesso de umidade compromete a estabilidade do solo e a sustentação das raízes.
