Dois grupos de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) estiveram reunidos, nesta quinta-feira, 12, na Fafiuv, para orientações sobre as ações a serem executadas em União da Vitória, conforme propõe a legislação que regulamenta as atividades da profissão (Lei 11.350/06). Os profissionais estão recebendo, desde o dia 2 de setembro, qualificação profissional para a execução do programa no município que conta com o número total de 54 ACSs. Um conjunto de medidas visa especializar o serviço, com reuniões semanais e troca de experiências entre todo o grupo, gerenciado pela coordenadora das Equipes de Enfermagem, Ester Muller, – num total de seis equipes do Programa Estratégia de Saúde da Família (ESF) e mais quatros unidades que funcionam como Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS).
O objetivo do prefeito Pedro Ivo Ilkiv e da diretora superintendente da Fundação Municipal de Saúde (Fusa), Margarete Olivo, é trabalhar propostas efetivas para o setor de prevenção. Nesse contexto, a função do Agente Comunitário é primordial. “Ele (o ACS) identifica a situação problema, ele encaminha essa pessoa para a unidade de saúde ou serviço de saúde que essa pessoa está necessitando no momento”, explica Ester Muller.
Em relação ao treinamento proposto, a coordenadora conta que, para ser ACS, basta prestar o concurso, comprovar estudo fundamental, ser membro da comunidade que pretende atuar e ter idade mínima de 18 anos. “Não exige uma formação específica”, acrescenta. Por isso, ao iniciar seu trabalho, o agente passa pelo curso de formação, com 400h de duração, em que é orientado sobre todos os procedimentos, funções, direitos e deveres da profissão. A ética profissional, também, é abordada e permite a convivência mais próxima à população atendida, estabelecendo o vínculo de confiança e tornando o resultado mais efetivo.
Compete, no serviço do ACS, orientar idosos, gestantes, crianças, diabéticos e hipertensos, principalmente, e acompanhar os programas sociais, fazendo visitas diariamente às famílias. Além das visitas domiciliares, o profissional articula e faz a marcação de consultas, verifica informações acerca de remédios e exames, carteira de vacinação, entre outras ações, para um grupo em torno de 750 pessoas. Todo o trabalho é centralizado no ESF ou PACS. Durante a especialização, enquanto recebem o suporte técnico pela manhã, os agentes visitam as famílias no período da tarde.
