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Com ausências decisivas, vereadores mantêm veto do Executivo à reforma da previdência em Porto União

A Câmara de Vereadores de Porto União realizou, na noite desta terça-feira (27), a 3ª Sessão Extraordinária de 2026 para analisar o veto do prefeito municipal ao projeto que tratava das regras de aposentadoria e da reforma da previdência dos servidores públicos. A sessão foi marcada por forte mobilização da categoria, que lotou o plenário de forma pacífica, com cartazes e abaixo-assinado, acompanhando atentamente a votação. A presença da Polícia Militar foi registrada para garantir a segurança dos trabalhos.

Para a derrubada do veto, segundo o regimento interno, eram necessários seis votos contrários ao Executivo. No entanto, apenas quatro vereadores votaram contra o veto: Almir Olímpio Borini (PP), Ana Cristina Alves de Paula (União Brasil), Fernando Batista Alves (PSDB) e Luiz Alberto Pasqualin (PDB). Votaram pela manutenção do veto os vereadores Alceu Jung (PSDB), Gildo Masselai (PL) e Walbert de Paula e Souza (PL). As ausências dos vereadores Miguel Von Guilsa (Podemos), Vanderlei Werle (União Brasil) e Vanessa Witiuk Ferreira (PSD) foram justificadas, mas acabaram sendo decisivas para o resultado final, que manteve o veto do Executivo.

A servidora da educação de Porto União Jessica, esteve presente acompanhando a votação e demonstrou preocupação com o futuro dos concursados que temem pela manutenção de seus direitos a longo prazo.

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1 sonora jessica

O Vereador Fernando Barulho justificou à Rádio Colmeia a situação do veto total das emendas propostas e quais serão os próximos desdobramentos. 

2 sonora Barulho

Já o vereador Almir Borini acompanhou a relatora, alegando que mesmo no regime previdenciário Federal houve adequações e, por isso, acredita que votar a favor do servidor era sua melhor escolha e isso não implica em uma escolha política. 

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3 sonora Almir

Já a vereadora Ana Cristina Alves justificou seu voto, explicando que não houve apresentação de dados técnicos e numéricos que comprovem a impossibilidade de melhoria das condições de transição do regime tributário dos servidores e que por isso pede mais transparência. 

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4 sonora ana

Em defesa do executivo, o vereador Gildo Masselai explicou que algumas pessoas terão que ceder, trabalhando por mais alguns anos, para que o coletivo tenha segurança financeira. 

O vereador Luiz Alberto Pasqualin questionou os motivos da mudança de posicionamento do executivo e explicou porque, mesmo tendo a maioria dos votos, não conseguiram derrubar o veto. 

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O último a votar foi o vereador Walbert de Paula. Ele usou seu tempo de fala para explicar os critérios que usou para votar pela manutenção do veto do executivo. 

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Com a manutenção do veto total às emendas propostas pelo legislativo, um novo projeto deverá ser proposto. Para isso, o executivo deve voltar a reunir sindicato, servidores e técnicos para chegar a um consenso. 

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