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Obra do funicular no Morro da Cruz gera debates  

Imagem de reprodução

O representante local da empresa Eco e Eco, responsável pelas obras da tirolesa e do funicular no Morro da Cruz, em Porto União, esteve nos estúdios da Rádio Colmeia para esclarecer dúvidas e comentar os debates que surgiram em torno do projeto. Segundo Wilson Miguel, é natural que uma obra de grande porte desperte atenção da comunidade e gere discussões, inclusive nas redes sociais, principalmente por se tratar de um empreendimento que promete impactar diretamente o turismo e a economia local.

Durante a entrevista, Wilson explicou que algumas intervenções realizadas na região precisariam acontecer independentemente da construção do funicular, como a retirada de lixo acumulado e a adequação da rede de esgoto das residências próximas. Ele destacou que a contaminação da bica do Santa Rosa e também da água do Pocinho do João Maria apresenta índices elevados de coliformes fecais, situação causada pelo descarte inadequado de esgoto doméstico nas proximidades das nascentes.

Apesar do problema ambiental, Wilson ressaltou que a situação pode ser solucionada com medidas relativamente simples, como a instalação correta de fossas e filtros. Segundo ele, com o tratamento adequado do esgoto, as nascentes seriam melhor preservadas e não haveria contaminação dos lençóis freáticos, trazendo benefícios tanto para o meio ambiente quanto para a saúde pública da população que utiliza essas águas.

O representante da Eco e Eco também destacou que o município já está colhendo resultados positivos mesmo antes da conclusão da obra. De acordo com Wilson, toda a mão de obra utilizada e os insumos empregados no projeto são adquiridos em Porto União, movimentando a economia local e aquecendo diversos setores do comércio e dos serviços. A intenção da empresa agora é acelerar ao máximo o andamento das obras, especialmente porque os meses de agosto e setembro costumam registrar maior volume de chuvas, o que pode dificultar o cronograma dos trabalhos.

É importante salientar que a obra conta com todas as licenças ambientais e que, depois de concluída, o município deve licitar uma empresa que fará a gestão de todos os espaços de forma integrada, incrementando o turismo de toda a região. 

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