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Uma servidora do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Caçador foi afastada das funções após suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos que pode ter causado um prejuízo estimado em R$ 1,6 milhão aos cofres do Ipasc. As irregularidades teriam ocorrido ao longo de cerca de dois anos e passaram a ser investigadas recentemente, mobilizando uma força-tarefa com participação de diferentes órgãos públicos.
Assim que as inconsistências financeiras foram identificadas, o próprio instituto iniciou levantamentos internos e acionou a Caixa Econômica Federal para análise das movimentações financeiras. O caso também foi encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público, que acompanham as investigações e os desdobramentos do caso. Paralelamente, foi instaurada uma comissão de sindicância interna para apurar administrativamente os fatos e definir possíveis medidas disciplinares.
Além da investigação criminal e administrativa, a Prefeitura de Caçador informou que pretende contratar uma auditoria externa especializada para aprofundar a análise das movimentações financeiras, identificar possíveis falhas nos mecanismos de controle e apontar medidas preventivas para evitar novos casos semelhantes. A Câmara de Vereadores também foi comunicada oficialmente sobre a situação devido à gravidade do caso e ao impacto envolvendo recursos previdenciários dos servidores municipais.
O prefeito Alencar Mendes lamentou a situação e afirmou que todas as providências necessárias estão sendo tomadas para garantir a responsabilização dos envolvidos e reforçar os mecanismos de fiscalização e autocontrole da administração pública. Segundo ele, parte das informações vinha sendo tratada com discrição por orientação das autoridades, para não comprometer a coleta de documentos e demais etapas da investigação.
