
Imagem de reprodução
A possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos preocupa o setor industrial catarinense. A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) avalia que a medida poderá trazer impactos significativos para a economia do estado, especialmente porque grande parte das exportações catarinenses para o mercado norte-americano é composta por produtos manufaturados, segmento diretamente atingido pela recomendação apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
Levantamento preliminar da entidade indica que apenas uma pequena parcela das exportações catarinenses para os Estados Unidos estaria isenta da nova tarifa. Enquanto entre 3,2% e 5,8% dos produtos exportados por Santa Catarina ficariam fora da medida, a média nacional de itens preservados varia entre 47,5% e 50,9%. Diante desse cenário, a Fiesc orienta que as empresas exportadoras analisem individualmente seus produtos para verificar se estão incluídos na lista de exceções, que contempla cerca de 1,7 mil itens.
A federação destaca que a proposta ainda não representa uma decisão definitiva e que o processo passa por consulta pública antes de eventual implementação. Enquanto acompanha o andamento das discussões, a Fiesc atua em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para defender os interesses da indústria exportadora catarinense e buscar soluções que preservem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, consideradas estratégicas para ambos os países.
