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O projeto para reduzir os impactos das cheias no Rio Iguaçu, em União da Vitória, avançou com a definição de cinco alternativas técnicas consideradas viáveis pelo Governo do Paraná. O estudo, conduzido pelo Instituto Água e Terra, apresenta um diagnóstico detalhado da situação e aponta caminhos concretos para enfrentar um problema histórico da região.
As propostas podem ser aplicadas de forma isolada ou combinada, variando em custo e impacto. Entre os cenários analisados, há uma solução mais ampla, estimada em cerca de R$ 1,3 bilhão, capaz de reduzir significativamente o nível das cheias. Outra alternativa, considerada mais viável no momento, gira em torno de R$ 880 milhões e também apresenta resultados expressivos na diminuição dos alagamentos, com impacto direto na proteção de famílias e áreas urbanas.
O levantamento técnico identificou fatores que agravam as enchentes, como a presença de soleiras no leito do rio, que dificultam o escoamento da água, além das características geográficas do município, localizado em uma área de acúmulo hídrico. Em períodos de chuvas intensas, a vazão pode atingir volumes muito elevados, o que contribui para a rápida elevação do nível do rio.
Com as alternativas definidas, o próximo passo é viabilizar a execução das obras. O Governo do Estado busca recursos por meio de diferentes fontes, como fundos hídricos e compensações ambientais, enquanto o projeto seguirá todas as etapas legais, incluindo licenciamento ambiental e diálogo com órgãos de controle. A expectativa é que, com a implementação das medidas, seja possível reduzir significativamente os impactos das cheias e melhorar a qualidade de vida da população.



