Lei Melissa, que combate a violência obstétrica em SC, é aprovada na Alesc » Rádio Colmeia FM

Escute a rádio

Lei Melissa, que combate a violência obstétrica em SC, é aprovada na Alesc


29 de maio de 2024

Lei recebeu nome de criança que morreu em decorrência de violência obstétrica

Foto: Alesc

O combate à violência obstétrica teve um reforço com a aprovação unânime da “Lei Melissa” no plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nesta terça-feira, 28. O projeto de lei, proposto pela deputada Paulinha (Podemos), visa assegurar às mulheres o direito de atenção integral em casos de perda gestacional espontânea, natimorto, perda neonatal ou quando submetidas à violência obstétrica.

“A humanização do parto começa quando a mulher põe os pés no hospital e se sente frágil com as novas reações que só a maternidade nos impõe. As histórias são diversas, mas todas compartilham uma causa em comum: a vontade de que a jornada da maternidade seja de alegria, segurança e cuidado. A lei nos desafia a trabalhar juntos e defender um sistema de saúde que celebre a chegada de novas vidas com amor”, reforçou a parlamentar.

A proposta define a violência obstétrica como atos ofensivos praticados verbal ou fisicamente contra gestantes, ou mulheres em trabalho de parto. O apoio psicológico e social às mães e aos pais, desde o diagnóstico até o pós-operatório, está previsto no projeto de lei. A legislação proposta não implicará em despesas extras, pois se baseia em estruturas e serviços já existentes.

Paulinha destaca que o projeto está alinhado com a Política Nacional de Humanização e com a Rede Cegonha, fundamentais para o atendimento às mulheres durante a gravidez, parto e pós-parto. Além disso, a proposta inclui a instituição do Dia Estadual de Conscientização e Orientação Sobre a Perda Gestacional e Violência Obstétrica, que será no dia 15 de outubro.

EM MEMÓRIA

Intitulada “Lei Melissa Afonso Pacheco”, a proposição lembra a vida perdida após um caso de violência obstétrica em Florianópolis. Raquel Afonso, a mãe, sobreviveu ao procedimento, mas teve que conviver com a dor da morte da filha e com as sequelas causadas pela violência que sofreu.

“A importância da lei é para não acontecerem mais casos de violência obstétrica dentro dos hospitais e maternidades em Santa Catarina. Para que, se infelizmente houver a perda de um filho, essa mãe e a família tenham toda a assistência e acolhimento”, comentou Raquel, emocionada, logo após a aprovação da medida.

Antes de chegar à ordem do dia da sessão parlamentar desta terça-feira, o projeto já foi aprovado pelas Comissões de Constituição e Justiça, Tributação e Finanças, e Saúde da Alesc. O projeto segue agora para sanção do governador do Estado para virar lei em Santa Catarina.

Compartilhe a matéria nas redes sociais:

Leia outras matérias relacionadas:


Coca-Cola muda estratégia e aposta em embalagens menores no Brasil e no mundo 

A Coca-Cola anunciou uma mudança significativa em sua estratégia global, que também impacta o mercado brasileiro. Diferente do que chegou a circular, a empresa não está encerrando suas operações no país, mas sim promovendo uma reformulação no formato de seus produtos. A principal alteração será a adoção gradual de embalagens menores, substituindo, em parte, os […]

“Estrada de tijolos amarelos” intriga cientistas no fundo do Pacífico 

A mais de 3 mil metros de profundidade no Oceano Pacífico, uma descoberta curiosa chamou a atenção de pesquisadores e despertou comparações dignas de ficção. Durante uma expedição com um veículo operado remotamente (ROV), cientistas identificaram uma formação rochosa com blocos amarelados e ângulos surpreendentemente regulares, lembrando uma estrada pavimentada. A reação foi imediata e […]

Imposto zero na cesta básica é prorrogado em Santa Catarina até o fim de 2026

Imagem de reprodução O Governo de Santa Catarina sancionou a prorrogação da lei que mantém zerado o ICMS sobre seis itens essenciais da cesta básica. A medida, válida até 31 de dezembro de 2026, garante a isenção do imposto nas operações internas destinadas ao consumidor final para arroz, feijão e farinhas de trigo, milho, mandioca […]