A reestruturação dos serviços prestados pela Secretaria Municipal de Ação Social de União da Vitória se estendeu a todas as entidades por ela coordenadas, e entre essas instituições está o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
Com a reestruturação, o cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, que é a prestação de serviços à comunidade e a liberdade assistida, antes coordenado pela Acauva, hoje é responsabilidade do Creas.
Essa alteração, de acordo com a psicóloga do Creas, Fernanda Wosny, atende uma recomendação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. E para a realização desse trabalho, o primeiro passo foi montar o Plano Municipal de Atendimento Socioeducativo e traçar metas para diminuir os índices de atos infracionais cometidos por adolescentes.
O Plano aponta o perfil dos adolescentes infratores, o que os leva a cometer esses atos e os índices de reincidência, por exemplo. A partir das dificuldades apontadas, são traçadas as metas para sanar os problemas e melhorar o trabalho.
A elaboração do plano foi realizada pela Comissão Intersetorial do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), formada por representantes das Secretarias de Ação Social e Educação, Fundação Municipal de Saúde (Fusa), Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Ministério Público, abrigos, entre outras entidades.
Prestação de serviços à comunidade:
A partir dessa reestruturação, a prestação de serviços à comunidade passou a ser desenvolvida em entidades como a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC), Associação Casa de Apoio Restauração Divina (Acardi), bibliotecas municipais e Cras.
Nos próximos dias a prestação de serviços à comunidade devem ser ampliada para as unidades de saúde, escolas municipais, hospitais e demais instituições.
Atendimento:
A secretária municipal de Ação Social, Mônica Andrea Barcelos do Amaral, ressalta que, neste contexto, além dos adolescentes infratores, toda a família é atendida no Creas. Ela observa que, esses atendimentos visam dar aos pais ou responsáveis pelos adolescentes orientação e sustentação, a fim de contribuir com o jovem em seu processo de reintegração sócio familiar e comunitário.




