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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Pão e Circo, que investiga um suposto esquema de fraudes em licitações para contratação de shows nacionais por prefeituras catarinenses. A ação, realizada em conjunto com a Polícia Civil, cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além de um mandado de prisão preventiva contra um empresário do setor de eventos. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam a existência de um cartel formado por empresários e agentes públicos que, ao longo de vários anos, teriam direcionado licitações para favorecer empresas previamente escolhidas. O esquema consistiria na reserva antecipada de datas de artistas e na elaboração de editais com exigências que restringiam a concorrência, além de indícios de corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os alvos da operação estão nove prefeitos e ex-prefeitos, além de 13 prefeituras catarinenses, incluindo Canoinhas, Três Barras, Mafra, Itaiópolis e São Bento do Sul.
As administrações municipais citadas informaram que colaboram com as investigações e disponibilizaram a documentação solicitada pelas autoridades. Em notas oficiais, algumas prefeituras destacaram que os contratos sob investigação referem-se a gestões anteriores ou afirmaram não possuir envolvimento com os fatos apurados. O Ministério Público informou que o processo segue sob sigilo judicial e que o material apreendido será submetido à perícia antes da continuidade das investigações, que buscam esclarecer possíveis crimes de cartel, fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.



