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O encerramento das convenções partidárias confirmou um cenário de forte participação do Planalto Norte na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Considerando os municípios entre Porto União e São Bento do Sul, a região contará com 12 candidatos a deputado estadual nas eleições de 2026. Canoinhas lidera a lista, com quatro candidatos homologados, seguida por São Bento do Sul, com três nomes. Porto União terá dois representantes, enquanto Mafra, Papanduva e Rio Negrinho terão um candidato cada. Também chama a atenção o desempenho do Partido Novo, que lançou quatro candidaturas na região, estratégia que pode estar relacionada à busca por ampliar a votação da legenda no Estado por meio do sistema proporcional.
Entre os candidatos confirmados estão Juliana Maciel Hoppe (PL), Robson Calixto (Novo), Mozara Schadeck (PSD) e Margareth Pratts (Missão), ligados a Canoinhas; Suelen Geremia (Republicanos) e Carlos Otto (Novo), de Porto União; Jefferson Schuppel (PDT), de Papanduva; Emerson Maas (MDB), de Mafra; Silvio Dreveck (PP), Jaciara Machuga (PT) e Ely Silveira (Novo), de São Bento do Sul; além de Ciliane Augustin (Novo), de Rio Negrinho. Apesar do número expressivo de candidaturas, a região enfrenta um desafio histórico: a pulverização dos votos. Com muitos candidatos disputando o mesmo eleitorado, diminuem as chances de que um nome concentre votação suficiente para conquistar uma cadeira na Assembleia.
Além dos candidatos do Planalto Norte, o eleitorado da região também deverá receber visitas de postulantes de municípios vizinhos. Porto União, por exemplo, costuma integrar o roteiro de campanha de candidatos do Meio-Oeste catarinense, especialmente de Caçador. Entre eles estão Saulo Sperotto (PL) e Isadora Piana (Novo), ambos candidatos a deputado estadual e com expectativa de buscar apoio em cidades do Planalto Norte. Esse movimento amplia ainda mais a concorrência pelos votos regionais e reforça a necessidade de os candidatos expandirem suas campanhas para além de suas bases eleitorais, já que a eleição depende não apenas da votação nominal, mas também do desempenho dos partidos e federações em todo o Estado.


