STF condena Collor a oito anos e dez meses de prisão » Rádio Colmeia FM

Escute a rádio

STF condena Collor a oito anos e dez meses de prisão


1 de junho de 2023

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-senador e ex-presidente Fernando Collor a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato. Apesar de decisão, Collor pode recorrer em liberdade.

Após sete sessões consecutivas de julgamento, a Corte definiu a pena do ex-senador com base no voto do revisor da ação penal, ministro Alexandre de Moraes. O relator, Edson Fachin, defendeu pena de 33 anos e 10 meses de prisão, mas ficou vencido na votação.

Com base no entendimento de Moraes, Collor foi apenado a 4 anos e 4 meses pelo crime de corrupção passiva e a 4 anos e 6 meses por lavagem de dinheiro. As duas penas, somadas, chegam ao total de 8 anos e 10 meses.  O ministro entendeu ainda que a acusação de associação criminosa prescreveu porque Collor tem mais de 70 anos.

Nas sessões anteriores, o tribunal entendeu que Collor, como antigo dirigente do PTB, foi responsável por indicações políticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhões em vantagens indevidas em contratos da empresa. Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2010 e 2014.

Dois ex-assessores de Collor também foram condenados, mas poderão substituir as penas por prestação de serviços à comunidade.

Defesa

No início do julgamento, o advogado Marcelo Bessa pediu a absolvição de Collor. A defesa alegou que as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) estão baseadas em depoimentos de delação premiada e não foram apresentadas provas para incriminar o ex-senador.

Bessa também negou que o ex-parlamentar tenha sido responsável pela indicação de diretores da empresa. Segundo ele, os delatores acusaram Collor com base em comentários de terceiros.

Em nova manifestação divulgada à imprensa após o julgamento, Bessa informou que vai recorrer da decisão.

“A defesa, reafirmando a sua convicção sobre a inocência do ex-presidente Collor, vai aguardar a publicação do acórdão para apresentar os recursos cabíveis”, declarou. 

“Não há nenhuma prova idônea que corrobore essa versão do Ministério Público. Se tem aqui uma versão posta, única e exclusivamente, por colaboradores premiados, que não dizem que a arrecadação desses valores teria relação com Collor ou com suposta intermediação desse contrato de embandeiramento”, finalizou.

Compartilhe a matéria nas redes sociais:

Leia outras matérias relacionadas:


Bahniuk Run 2026 une esporte, solidariedade e celebração em União da Vitória

A cidade de União da Vitória se prepara para receber, no próximo 29 de março, das 8h às 9h, um dos eventos mais aguardados do calendário local: a Bahniuk Run 2026. Mais do que uma corrida, a iniciativa se consolida como um grande movimento de integração, promoção da saúde e, principalmente, solidariedade. Realizada em comemoração […]

Nova Mesa Diretora da Câmara de União da Vitória é eleita

Na sessão ordinária realizada nesta segunda-feira, a Câmara Municipal de União da Vitória definiu os novos integrantes da Mesa Diretora para o restante do biênio 2025/2026. A eleição ocorreu em clima de debate entre os parlamentares, com a apresentação de diferentes candidaturas para os cargos de presidência e vice-presidência. Foi eleito presidente o vereador Professor […]

Ratinho Jr. desiste de disputar a Presidência e mantém foco no Paraná

O governador Ratinho Júnior anunciou que não disputará a Presidência da República. O governador do Paraná, Ratinho Júnior, confirmou que não será candidato à Presidência da República nas próximas eleições. A decisão encerra um período de especulações sobre sua possível entrada na corrida pelo Palácio do Planalto. Em declaração, o governador destacou que a prioridade […]