Teste do Pezinho terá pesquisa de doenças ampliada nos próximos anos » Rádio Colmeia FM

Escute a rádio

Teste do Pezinho terá pesquisa de doenças ampliada nos próximos anos


7 de junho de 2021

Hospital Trabalhador. Imagens: Gilson Abreu/ ANP

O calendário da Saúde é marcado neste mês pela campanha Junho Lilás, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do Teste do Pezinho. O exame, realizado no recém-nascido ainda na maternidade, é feito a partir do sangue coletado do pé do bebê e consegue apontar doenças genéticas e metabólicas que, se não tratadas adequadamente, podem trazer danos irrecuperáveis.

Atualmente, por meio do teste, é possível o diagnóstico precoce de seis importantes enfermidades. Porém, uma nova Lei Federal, já publicada em Diário Oficial, vai ampliar a lista de doenças diagnosticadas para 50. Os estados terão o prazo de quatro anos para a incorporação. 

De acordo com a Lei, em meados do ano que vem acontecerá a primeira etapa da ampliação com a entrada do diagnóstico de toxoplasmose congênita, doença infecciosa que pode provocar complicações em vários órgãos da criança. Na sequência, serão acrescentadas outras doenças relacionadas a erros metabólicos e, no prazo de quatro anos, deverão ser incorporadas todas as 50 previstas na Lei.

“Sempre que falamos no Teste do Pezinho estamos nos referindo à prevenção e proteção da vida dos recém-nascidos, para que cresçam e se desenvolvam com saúde”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. Segundo ele, a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), por meio do Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Estado, é responsável pela aplicação do Teste do Pezinho, e conta hoje com estrutura e equipamentos para o início da ampliação.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, diz que a Secretaria seguirá as orientações do Ministério da Saúde para esta importante tarefa, aguardando ainda as recomendações quanto ao desdobramento de exames confirmatórios e indicações para tratamentos de muitas das doenças que serão incluídas no teste, pois quando se positiva algum caso é preciso que a rede SUS dê o apoio necessário e monitore o caso.

“Lembramos que o Teste do Pezinho é obrigatório em todo território e a Sesa orienta sobre a importância do exame em todos os serviços de atenção à mulher e à gestante”, afirmou.

TESTE – Atualmente, o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) disponibiliza aos recém-nascidos por meio do Teste do Pezinho o diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento, totalmente gratuitos pelo Sistema único de Saúde (SUS), para as seguintes doenças: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Fibrose Cística, Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias, Deficiência de Biotinidase, Hiperplasia Adrenal Congênita e, por meio de projeto de pesquisa, mais cinco distúrbios de oxidação de ácidos graxos.

O Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Estado realizou em 2019 um total de 168.787 testes em recém-nascidos nas maternidades do Paraná. Em 2020 foram 166.835, e, de janeiro a maio deste ano, já foram realizados 71.356.

AMPLIAÇÃO – A Lei Federal 14.154 foi sancionada no dia 26 de maio e entra em vigor um ano após a publicação no Diário Oficial. O processo de implementação da lei deverá acorrer em cinco fases. A primeira incluirá, já no painel existente das seis doenças, a pesquisa da Toxoplasmose Congênita.

A segunda acrescentará o teste para a detecção da Galactosemias, Aminoacidopatias, Distúrbios do Ciclo da Ureia e Distúrbio de Beta Oxidação de Ácidos Graxos.

As fases três e quatro acrescentarão, respectivamente, a pesquisa das doenças Lissômicas e Imunodeficiências Primárias. A quinta fase adicionará a pesquisa da Atrofia Muscular Espinhal. Cabe, nesse momento, ao Ministério da Saúde determinar o prazo de execução das etapas.

Entre março de 2018 a março deste ano, a Fepe realizou um projeto piloto em parceria com o Governo do Estado para a detecção de Defeitos de Beta Oxidação de Ácidos Graxos, doença prevista na segunda fase da ampliação.

Segundo o estudo, foi encontrada uma frequência de 1,7 casos por 7 mil recém-nascidos. A pesquisa incluiu busca ativa de casos positivos e seguimento clínico das crianças com esta doença, que é caracterizada por distúrbios metabólicos. As 17 crianças detectadas durante o estudo estão bem graças ao atendimento precoce proporcionado pelo teste.

A pesquisa serviu de apoio para a Lei de ampliação nacional, confirmando que o Paraná é referência na realização do Teste do Pezinho.

Compartilhe a matéria nas redes sociais:

Leia outras matérias relacionadas:


União da Vitória lidera geração de empregos, mas mercado de trabalho segue instável na AMSULPAR

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que a recuperação do emprego formal na região da AMSULPAR, ao longo dos últimos cinco anos, ocorreu de forma desigual. Embora haja períodos de avanço no saldo regional, a geração de vagas permanece concentrada em poucos municípios, enquanto cidades menores enfrentam oscilações frequentes e […]

Alunos retornam às aulas na Rede Municipal de Ensino de União da Vitória

Mais de 5,6 mil alunos retornaram às atividades escolares na Rede Municipal de Ensino de União da Vitória. O ano letivo de 2026 começou oficialmente nesta quinta-feira, dia 5, com a volta às aulas de mais de 4,6 mil estudantes, com idades entre 0 e 10 anos, distribuídos em 24 Escolas Municipais e 15 Centros […]

Vestibular UNESPAR/UNIUV vai até dia 18

A Rádio Colmeia recebeu, a visita do representante da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) – Campus de União da Vitória, Cléris Mauro Schafascek, para a divulgação do Vestibular Especial que oferta cursos de bacharelado recentemente incorporados da extinta Uniuv. Durante a entrevista, o representante destacou que a incorporação dos cursos fortalece ainda mais o ensino […]