Senado aprova marco temporal para demarcação de terras indígenas » Rádio Colmeia FM

Escute a rádio

Senado aprova marco temporal para demarcação de terras indígenas


28 de setembro de 2023

Marcos Oliveira/Agência Senado

O Senado aprovou, nesta quarta-feira (27), o projeto de lei que estabelece que os povos indígenas só têm direito às terras que ocupavam ou reivindicavam até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da atual Constituição Federal, tese conhecida como marco temporal.

O projeto segue agora para a sanção presidencial. A matéria já tinha sido aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A proposta autoriza a exploração econômica das terras indígenas, inclusive com a contratação de não indígenas, desde que aprovada pela comunidade e com a garantia de promover benefícios à população local.

Para o relator, senador Marcos Rogério (PL-RO), o projeto traz segurança jurídica ao campo. Segundo ele, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de invalidar a tese do marco temporal não impede a decisão do Legislativo. “Esta é uma decisão política. Hoje, estamos reafirmando o papel desta Casa. Com esse projeto, o Parlamento tem a oportunidade de dar uma resposta para esses milhões de brasileiros que estão no campo trabalhando e produzindo”, disse.

Na última quinta-feira (21), a Suprema Corte decidiu, por 9 votos a 2, que é inconstitucional limitar o direito de comunidades indígenas ao usufruto exclusivo das terras ocupadas por seus povos em função da data em que a Constituição Federal passou a vigorar.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), negou que a aprovação do projeto seja para afrontar o STF.

“Não há sentimento revanchista com a Suprema Corte. Sempre defendi a autonomia do Judiciário e o valor do STF. Mas não podemos nos omitir do nosso dever: legislar”, disse.  

Os senadores contrários à tese do marco temporal criticaram a legalidade da proposta aprovada. “Ele fere frontalmente os povos indígenas do Brasil, sobretudo aqueles que estão em situação de isolamento, ao permitir o acesso [a comunidades indígenas isoladas] sem critério de saúde pública, sem respeitar aquilo que está estabelecido hoje. Este projeto também premia a ocupação irregular [dos territórios tradicionais reivindicados por povos indígenas], estabelecendo uma garantia de permanência para quem está em situação irregular”, afirmou a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), durante a votação na CCJ. 

Compartilhe a matéria nas redes sociais:

Leia outras matérias relacionadas:


Nove novos bombeiros reforçam atendimento em Matos Costa  

Imagem assessoria O Corpo de Bombeiros Militar de Matos Costa recebeu o reforço de nove novos soldados, que passam a integrar o efetivo da unidade e atuar nas ocorrências atendidas no município e na região. A chegada dos profissionais amplia a equipe disponível para os atendimentos de emergência e as operações realizadas pelo quartel. Os […]

Tênis movimenta Porto União com 4ª etapa do Circuito Cidades Gêmeas 

Imagem assessoria Após dois adiamentos, Porto União recebeu a 4ª etapa do Circuito Cidades Gêmeas de Tênis. As partidas foram realizadas no Jóia Tênis Clube durante o fim de semana, reunindo atletas em sete categorias: Feminino A, Feminino B e da 1ª à 5ª Classe. Na categoria Feminino B, a campeã foi Jaqueline Safanelli, com […]

Outubro Rosa terá programação especial em União da Vitória e Porto União 

Imagem assessoria A Rede Feminina de Combate ao Câncer – Casa Bebel divulgou a programação do Outubro Rosa 2026, com uma série de atividades voltadas à conscientização, prevenção e cuidados com a saúde da mulher. As ações serão realizadas ao longo de outubro em União da Vitória e Porto União, incluindo missas, caminhada, corrida, palestra […]