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A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou nesta sexta-feira (8) o primeiro caso de hantavirose registrado no estado em 2026. A ocorrência foi identificada no município de Seara, no Oeste catarinense. As autoridades de saúde destacaram que o caso não possui relação com o surto investigado em um cruzeiro internacional que ganhou repercussão após mortes suspeitas ligadas ao hantavírus. Segundo a Secretaria, a variante encontrada em Santa Catarina apresenta características diferentes da linhagem associada ao navio monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, a transmissão da doença em Santa Catarina ocorre principalmente pelo contato com secreções e excretas de roedores silvestres infectados, sem evidências de transmissão entre pessoas. Entre 2020 e 2026, o estado registrou 92 casos da doença. Somente em 2023 foram confirmados 26 casos e oito mortes. Em 2024 houve 11 registros e quatro óbitos, enquanto em 2025 foram contabilizados 15 casos e seis mortes. Neste ano, até o momento, apenas um caso foi confirmado e não há registro de mortes relacionadas à doença.
A hantavirose é considerada uma doença grave e potencialmente fatal. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, dores no corpo, desconforto abdominal e sintomas gastrointestinais, podendo evoluir rapidamente para complicações pulmonares e cardíacas. As autoridades de saúde reforçam que medidas simples ajudam na prevenção, como manter terrenos limpos, evitar acúmulo de entulhos e armazenar alimentos corretamente para evitar a presença de roedores. Pessoas com sintomas suspeitos devem procurar atendimento médico imediatamente, especialmente após contato com áreas rurais ou locais com sinais de infestação de ratos silvestres.


