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A prisão preventiva do prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt, durante a Operação Regalo, deflagrada nesta terça-feira (19) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), elevou para 30 o número de prefeitos presos no estado desde 2020 em investigações relacionadas à corrupção. Entre os municípios envolvidos em operações nos últimos anos também estão cidades do Planalto Norte, como Canoinhas, Três Barras, Major Vieira, Bela Vista do Toldo e Papanduva.
A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), que cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 37 mandados de busca e apreensão em municípios de Santa Catarina e Mato Grosso. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Segundo o MPSC, a investigação apura um suposto esquema de pagamento de propina envolvendo contratos públicos nos municípios de Balneário Piçarras e São João Batista.
De acordo com o Ministério Público, empresários e agentes públicos teriam atuado de forma estruturada, com divisão de tarefas entre núcleos empresarial e político-administrativo. A suspeita é de que propinas equivalentes a 3% dos contratos públicos eram pagas em Balneário Piçarras, totalizando aproximadamente R$ 485,9 mil. Durante a operação, foram apreendidos veículos, celulares, notebooks, HDs, dinheiro em espécie, documentos e uma arma de fogo. As investigações começaram em 2024 e seguem sob sigilo.
Entre os casos registrados nos últimos anos, um dos primeiros prefeitos presos foi Orildo Severgnini, então prefeito de Major Vieira, alvo da operação “Et Pater Filium”, que investigava corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A maior ofensiva ocorreu durante a Operação Mensageiro, que investigou contratos ligados à coleta e destinação de lixo e resultou na prisão de 17 prefeitos catarinenses. Atualmente, todos os investigados dessa operação respondem em liberdade.



