Morte em salto radical expõe falhas de segurança e disputa sobre fiscalização em SP  » Rádio Colmeia FM

Escute a rádio

Morte em salto radical expõe falhas de segurança e disputa sobre fiscalização em SP 


15 de junho de 2026

Imagem de reprodução

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, reacendeu o debate sobre a responsabilidade pela fiscalização de áreas utilizadas para esportes radicais. A jovem morreu no último sábado, 13, após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa à corda de segurança. O local, uma estrutura ferroviária inacabada e desativada há décadas, tornou-se um ponto turístico informal e frequentemente utilizado para atividades de aventura.

Após o acidente, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) informou que já havia solicitado às prefeituras da região, desde 2024, o bloqueio do acesso à ponte, após outro acidente fatal registrado no local. Segundo o órgão federal, a restrição chegou a ser implantada por alguns meses, mas posteriormente foi retirada após discussões envolvendo representantes do setor empresarial. A Prefeitura de Limeira, por sua vez, afirmou que vinha cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela área e declarou que pretende processar a União por omissão, alegando que a responsabilidade pela manutenção e controle de acesso à estrutura é do governo federal.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a atividade era promovida por uma empresa privada e a vítima foi lançada sem que a corda de segurança estivesse devidamente fixada. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas constatou o óbito no local. Após as investigações iniciais, três homens foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. O caso trouxe novamente à tona os riscos envolvidos em esportes de aventura realizados sem os protocolos adequados de segurança.

Especialistas apontam que a responsabilidade pelo ocorrido pode ser compartilhada. Segundo o advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor, caberia à União zelar pela área federal e impedir o acesso indevido, enquanto o município deveria fiscalizar as empresas que realizam atividades no local, verificando licenças, alvarás e qualificação técnica. Para ele, o episódio serve de alerta para autoridades públicas e operadores de esportes radicais em todo o país sobre a necessidade de reforçar a fiscalização e adotar medidas que evitem novas tragédias.

Compartilhe a matéria nas redes sociais:

Leia outras matérias relacionadas:


Onça-parda surpreende pescadores ao atravessar o Rio Canoas em Campos Novos 

Uma cena rara e impressionante chamou a atenção de pescadores em Campos Novos, no Meio-Oeste catarinense. Uma Onça-parda foi flagrada atravessando as águas do Rio Canoas enquanto um grupo realizava uma pescaria na região. O animal nadou tranquilamente próximo à embarcação, proporcionando um momento de admiração para quem acompanhava a cena. Durante a travessia, a […]

Iguaçu conhece tabela e estreia fora de casa na Terceira Divisão Paranaense 

Imagem de reprodução A Federação Paranaense de Futebol divulgou a tabela da primeira fase da Terceira Divisão Estadual de 2026, e o Iguaçu já sabe quando dará início à sua caminhada em busca do acesso. A equipe de União da Vitória estreia no dia 25 de julho, contra o Samas, fora de casa, em partida […]

25 de Julho sobe ao pódio e conquista o terceiro lugar no Catarinense Master de Bocha 

Imagem assessoria A equipe do 25 de Julho, de Porto União, conquistou a terceira colocação no Campeonato Catarinense Master de Bocha, disputado no último fim de semana em Caçador. O resultado garantiu ao clube um lugar de destaque entre as melhores equipes da modalidade no estado, reafirmando sua tradição e competitividade nas principais competições catarinenses. […]