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Morreu neste sábado (10), no Rio de Janeiro, o autor Manoel Carlos, um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira, aos 92 anos. A informação foi confirmada pela família. Conhecido como Maneco, o escritor estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava a Doença de Parkinson, que nos últimos anos comprometeu de forma significativa suas funções motoras e cognitivas. A causa da morte não foi divulgada, e o velório será restrito a familiares e amigos próximos.
Nascido em São Paulo, em 1933, Manoel Carlos se considerava carioca de coração e construiu uma trajetória profundamente ligada às artes. Iniciou a carreira ainda jovem no teatro e na televisão, atuando como ator, diretor, produtor e roteirista em emissoras como TV Tupi, Record, Excelsior e TV Rio. Na década de 1970, chegou à TV Globo, onde se consolidou como autor de novelas e passou a desenvolver um estilo próprio, marcado pelo realismo emocional, conflitos familiares e personagens femininas fortes.
Na Globo, Manoel Carlos criou algumas das novelas mais emblemáticas da teledramaturgia nacional e eternizou as famosas “Helenas”, protagonistas que se tornaram sua marca registrada. Ambientadas, em grande parte, no Rio de Janeiro, especialmente no Leblon, suas histórias abordaram temas sociais relevantes e retrataram o cotidiano com sensibilidade e profundidade. Com sua morte, o Brasil se despede de um autor que transformou dramas íntimos em narrativas universais e ajudou a moldar gerações de telespectadores.



