Covid-19: com relaxamento de medidas, entidades catarinenses preveem ‘janeiro trágico” » Rádio Colmeia FM

Escute a rádio

Covid-19: com relaxamento de medidas, entidades catarinenses preveem ‘janeiro trágico”


22 de dezembro de 2020

Ilustrativa

Nesta segunda-feira, 21, as agências parceiras do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) publicaram um manifesto demonstrando insatisfação ao decreto publicado pelo Estado de Santa Catarina na sexta-feira, 18, sobre o relaxamento de medidas de prevenção à Covid-19. O Coes reclama de não ter sido consultado sobre o novo decreto.

Acompanhe o manifesto na íntegra:

NOTA À SOCIEDADE CATARINENSE

As agências parceiras do Centro de Operações de Emergência em Saúde – COES, diante das medidas publicadas pelo governo do Estado por meio do Decreto nº 1.027, desta sexta-feira, 18, vêm por meio deste manifestar sua contrariedade e prestar alguns esclarecimentos.

Em um momento em que 91% dos leitos de UTI disponíveis em Santa Catarina estão ocupados e em que o estado vive o pico mais alto da pandemia do coronavírus desde o início das medidas de contenção da doença em março, o grupo entende que é preciso observar com rigor as recomendações técnicas das equipes de Vigilância Epidemiológica no sentido de que qualquer medida dos gestores, municipais e estadual devem induzir a diminuição da circulação de pessoas, jamais o contrário.

Não é momento para que as medidas sanitárias sejam relaxadas, possibilitando mais aglomeração do que até então era permitido, em uma decisão sem embasamento científico, em especial considerando que o período de festas e férias de verão que se avizinha já traz, por si, maior gravidade a este cenário. A observância das normas técnicas alcança gestores municipais e estadual. Ainda que o Estado esteja liberando, os municípios também precisam estar imbuídos do propósito de implementar as medidas necessárias.

As agências entendem que, quando 15 das 16 regiões de saúde do estado enquadram-se no Risco Potencial Gravíssimo para a pandemia, é necessário estar alerta e reforçar a vigilância sobre os regramentos já descritos e disponibilizados e não flexibilizar atividades quando a indicação técnica da área da saúde sugere o contrário.

Esse é o momento de pensar na população e de se responsabilizar sobre as diversas vidas que chegam a Santa Catarina neste final de ano e que encontrarão um sistema de saúde sobrecarregado, operando em seu limite, e sem condições de atendimento não só àqueles que contraíram a COVID-19, mas a todos que necessitarem por qualquer motivo de atenção em saúde.

O COES é um importante espaço de discussão e interlocução, mas as instituições parceiras reforçam que o papel delas nesse ambiente sempre foi o de convidadas, participando dos debates e trabalhos quando acionadas e nos assuntos que são levados ao seu conhecimento, sem qualquer poder decisório ou deliberativo (nos termos do § 4º do art. 5º do Regimento Interno do COES – Portaria – publicado no DOE 21.277, de 27.5.2020). A participação, nessa condição, tem o condão de ser ponte para o envio de informações e dúvidas frente às ações tomadas e que por ventura tenham sido previamente comunicadas, somando esforço em sua consecução, porém a decisão sobre a edição e conteúdo de Portarias e Decretos é e sempre foi do Governo do Estado.

Nesse sentido, destacam que os Decretos ns. 970/2020, 1.003/2020 e 1.027/2020 sequer foram levados ao conhecimento nas reuniões semanais ampliadas do COES, tendo seus conteúdos sido conhecidos após a publicação.

As agências compreendem que o Dialogo Social é fundamental para o enfrentamento da pandemia, por isso reforçam sua parceria e disposição em continuar contribuindo no espaço do COES, cada qual conforme suas atribuições e possibilidades, em prol da saúde e da vida dos catarinenses, e ressaltam a necessidade de fortalecimento desse grupo, mas reforçam o desacordo e descontentamento diante do rumo das decisões do Estado pela falta de afinidade com as orientações técnicas. Decisões estas que nunca passaram pelo conhecimento destes que participam do COES.

O momento é de alertar a população para a gravidade da situação e necessidade de medidas que levem à redução da circulação de pessoas, impactando na curva ascendente de casos observada nas últimas semanas, sob pena de um janeiro trágico para o Estado caso essa tendência não seja modificada.

Centro de Apoio dos Direitos Humanos e Terceiro Setor do Ministério Público de SC (MPSC)

Federação de Consórcio, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (FECAM)

Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/SC)

Associação de Hospitais do Estado de Santa Catarina (Ahesc)

Compartilhe a matéria nas redes sociais:

Leia outras matérias relacionadas:


Prefeitura de Cruz Machado publica edital de novo Concurso Público com 95 vagas

Imagem assessoria Prefeitura de Cruz Machado publica edital de novo Concurso Público com 95 vagas A Prefeitura de Cruz Machado publicou oficialmente o edital do novo Concurso Público do município. A iniciativa era aguardada pela população e representa mais uma etapa no fortalecimento da administração pública municipal, ampliando oportunidades de emprego e reforçando o quadro […]

Caminhada da Natureza em Bituruna é remarcada para o dia 31 de maio

Imagem assessoria A organização da Caminhada da Natureza em Bituruna informou o adiamento do evento que aconteceria neste fim de semana. A decisão foi tomada em razão das fortes chuvas registradas na região e da previsão de continuidade do mau tempo para sábado e domingo, priorizando a segurança e a melhor experiência dos participantes nas […]

Morro da Cruz gera debate na Câmara de Porto União

Imagem de reprodução A situação das famílias que vivem nas proximidades do Morro da Cruz, em Porto União, foi debatida durante sessão da Câmara de Vereadores após relatos sobre possíveis riscos de deslizamento na região. O tema ganhou destaque diante da previsão de chuvas intensas e da preocupação de moradores com uma possível retirada das […]