Empresas paranaenses que compraram em SC devem pagar diferença de ICMS » Rádio Colmeia FM

Escute a rádio

Empresas paranaenses que compraram em SC devem pagar diferença de ICMS


20 de outubro de 2020

Divulgação

A mudança no regime tributário do Estado de Santa Catarina, que excluiu diversos segmentos do regime de substituição tributária em meados de 2019, gerou uma perda de arrecadação de R$ 170 milhões aos cofres paranaenses, segundo a estimativas da Inspetoria Geral de Fiscalização da Receita Estadual, órgão da Secretaria da Fazenda.

No regime de Substituição Tributária (ST), o ICMS de toda a cadeia produtiva é recolhido na indústria. Com a retirada do dispositivo pelo governo de SC, empresas paranaenses compram no estado vizinho pagando um imposto bem menor e devem recolher a diferença quando ingressam no Paraná – o que não vem ocorrendo. “Muitas por desconhecimento, mas várias por má-fé”, ressalta o secretário Renê Garcia Junior.

Preocupada com a evasão fiscal, a Secretaria da Fazenda estipulou prazo até o dia 30 de dezembro para que as empresas sanem as referidas pendências por meio do instituto da autorregularização (que exclui a aplicação de multa) –, evitando, com isso, a instauração de processo administrativo fiscal e uma denúncia ao Ministério Público.

A medida vale para as transações efetuadas entre junho de 2019 a maio de 2020. Os estabelecimentos nos quais se constatou tais inconformidades foram comunicados nas pessoas de seus sócios e contadores. Segundo o levantamento da Receita, 35.860 empresas de 19 segmentos foram notificadas.

SETORES – O setor de Eletroeletrônicos é o campeão de pendências, com R$ 69 milhões a serem recolhidos. Seguido de Construção (R$ 33 milhões), Metalúrgico (R$ 20 milhões), Comércio de Alimentos (R$ 15 milhões) e Automotivo (R$ 8 milhões).

“Estamos tomando as medidas necessárias não só para a regularização dos pagamentos mas também para identificar a natureza dessas operações, que podem estar colaborando para uma concorrência predatória com empresas paranaenses”, diz Renê Garcia.

Para o secretário, ao adotar uma política agressiva de tributação o estado vizinho criou condições muito diferenciadas das demais unidades da federação. “Ao não recolher parte do imposto, a empresa pode vender mais barato e fazer um certo capital de giro nesse período, criando competição predatória”, alerta.

O diretor geral da Receita Estadual, Roberto Tizon, reforça que esta é uma oportunidade para as empresas, com a regularização, pagarem apenas a atualização monetária. “Se não o fizer, a cobrança terá multa e juros”, informa.

Compartilhe a matéria nas redes sociais:

Leia outras matérias relacionadas:


Porto Vitória lança programa municipal para impulsionar o turismo

Imagem assessoria A Prefeitura de Porto Vitória lança na próxima terça-feira, 27 de outubro, o Programa Municipal de Desenvolvimento Turístico, iniciativa voltada à valorização dos atrativos locais e à criação de novas oportunidades para o município. O evento será realizado às 19h, na Câmara de Vereadores, e marca o início de uma proposta para transformar […]

Paula Freitas promove encontro para fortalecer o setor empresarial

Imagem assessoria A Sala do Empreendedor de Paula Freitas realiza neste sábado, 24 de outubro, o Encontro Municipal de Empresários 2026, com o objetivo de incentivar a troca de experiências, ampliar conexões e fortalecer o desenvolvimento econômico do município. O evento será realizado das 8h30 às 11h30, no Centro Comunitário Paulo Almeida, com entrada gratuita […]

Prefeitura de Irineópolis orienta população sobre prevenção à dengue no Dia de Finados

Imagem de reprodução A Prefeitura de Irineópolis, por meio da Vigilância Epidemiológica, está orientando a população a redobrar os cuidados com a prevenção à dengue durante as visitas aos cemitérios no Dia de Finados. A recomendação é evitar recipientes que possam acumular água, como embalagens plásticas, suportes de velas e vasos, que podem se tornar […]