
A morte precoce da jovem Brenda Rodrigues, de apenas 17 anos, ocorrida nesta segunda-feira, 19, gerou grande comoção social e uma onda de revolta nas redes sociais em toda a região. Familiares da adolescente levantam a possibilidade de negligência médica no atendimento prestado à jovem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, antes de sua internação hospitalar.
Segundo relatos da família, Brenda enfrentava fortes crises de falta de ar, o que motivou diversas idas à UPA em busca de atendimento médico. No entanto, de acordo com os familiares, a jovem teria recebido diagnóstico de crises de ansiedade e sido liberada em mais de uma ocasião, sem a realização de exames mais aprofundados.
Em um relato comovente publicado nas redes sociais, a mãe de Brenda descreveu os momentos de angústia vividos pela família durante os dias que antecederam a morte da filha. Em sua publicação, ela afirma que implorou por ajuda médica ao perceber o agravamento do quadro clínico da adolescente.
“Minha filha pedia socorro, não conseguia respirar direito, e diziam que era ansiedade. Mandaram ela para casa várias vezes”, escreveu a mãe.
O desabafo rapidamente ganhou repercussão, mobilizando amigos, moradores da cidade e internautas, que passaram a cobrar respostas das autoridades de saúde e uma investigação rigorosa sobre o atendimento prestado à jovem.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte de Brenda. A família informou que pretende buscar medidas legais para que o caso seja apurado. A expectativa é que exames e laudos médicos esclareçam se houve falha no atendimento ou demora no diagnóstico.
A prefeitura de União da Vitória, em nota, manifesta o seu pesar com o falecimento da jovem e se solidariza com os familiares e amigos e comunica que todos os fatos relacionados ao caso estão sendo apurados e logo que tenham uma resposta virão à público para debater as conclusões.
A morte de Brenda reacendeu o debate sobre a qualidade do atendimento emergencial e a importância da escuta atenta aos pacientes, especialmente em casos envolvendo jovens. Nas redes sociais, mensagens de luto, solidariedade e pedidos por justiça se multiplicam.
O caso segue gerando forte repercussão e deve ser acompanhado de perto pelas autoridades competentes.


