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Instabilidade na energia gera queixas no campo e moradores cobram solução para problema antigo em Porto União


13 de janeiro de 2026

Imagem Maurício Freisleben

As fortes tempestades que atingiram o Planalto Norte desde a última sexta-feira (9) provocaram prejuízos em lavouras, quedas de árvores, alagamentos e também sucessivas interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversos municípios da região. Em Mafra, mais de 5 mil unidades consumidoras ficaram sem luz ainda na tarde de sexta, enquanto Itaiópolis chegou a registrar mais de 90% das residências sem energia por alguns minutos. Em Canoinhas, as oscilações se repetiram ao longo do fim de semana. Já em Bela Vista do Toldo, fumicultores da localidade de Gralha relataram quedas e instabilidade constante no fornecimento, com registros de “meia fase” e piscadas frequentes na rede elétrica.

Procurado, o gerente regional da Celesc em Mafra, Leandro Gonçalves, explicou que a sequência de eventos climáticos severos tem impactado praticamente todos os municípios do Planalto Norte. Segundo ele, desde dezembro a região enfrenta ciclone, temporais com vento, chuva intensa e descargas elétricas, o que provoca danos recorrentes na rede. Gonçalves destacou que as equipes trabalham continuamente, inclusive durante a madrugada, para restabelecer o serviço o mais rápido possível. No caso específico de Gralha, a instabilidade teria sido causada pela queda de uma casca de eucalipto sobre a rede, que acabou gerando curto-circuito, mesmo sem mau tempo no momento da ocorrência.

Apesar das explicações, moradores do interior de Porto União, especialmente da localidade de Maratá, voltam a cobrar providências para um problema que se arrasta há mais de um ano. Segundo relatos, um poste energizado permanece inclinado há meses, mesmo após diversos chamados feitos à concessionária. Com os últimos eventos meteorológicos, a estrutura ficou ainda mais comprometida e quase caiu. A preocupação é grande, pois, caso o poste venha ao chão, haverá interrupção no fornecimento de energia e prejuízos diretos aos produtores rurais, especialmente os produtores de leite, que dependem da energia para ordenha e conservação da produção. Os moradores reforçam que se trata de um problema antigo, conhecido, e que precisa de solução definitiva antes que cause danos ainda maiores.

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