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“Ou prevenimos ou vamos colapsar”, diz diretor executivo da Associação dos Hospitais de SC


2 de dezembro de 2020

Em novembro foram registrados mais de 100 mil novos casos de Covid-19 em Santa Catarina. Este número corresponde a 40% de todos os casos da doença confirmados entre fevereiro e outubro deste ano. Foram 640 mortes apenas no mês de novembro. Desde o início da pandemia são 372.545 casos com 3.809 óbitos, sendo mais de 32 mil pacientes ativos em tratamento da doença no momento.

A taxa de transmissão do vírus no Estado é alta e o dado mais preocupante é a taxa geral de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que é de 85%.

Ilustrativa

A Associação dos Hospitais de Santa Catarina, que representa 180 unidades hospitalares e clínicas no Estado, divulgou nesta terça- feira, 1º de dezembro, um alerta aos hospitais filantrópicos e particulares que operam em sua capacidade máxima nos leitos de UTI. O diretor executivo da Associação, Adriano Ribeiro, relata que há uma grande falta de medicamentos e profissionais, assim como surgimento de focos da Covid nas clínicas. “Nossos leitos de UTI Covid retaguarda clínica estão recebendo uma sobre carga de pacientes”, coloca.

No fim de semana o Governo do Estado anunciou R$44 milhões de reais para mais 205 leitos de UTI, mas de acordo com Ribeiro, sem medicamentos e profissionais não será possível abrir mais leitos. Ele pede a população que faça sua parte e adote todas as medidas de prevenção ao vírus, ou o sistema de saúde não irá aguentar. “Ou prevenimos ou vamos colapsar”, afirma.

Nesta quarta-feira, 2, o Governo deve anunciar alguma medida em relação a situação da pandemia, uma vez que a justiça atendeu o pedido do Ministério Público Estadual dando prazo de cinco dias, que termina hoje, para que o Estado comprove o cumprimento do acordo judicial feito em setembro para combater a Covid.

O acordo colocava que o Estado se comprometesse a notificar os municípios das regiões com classificação de risco gravíssimo e, caso permanecem inertes no prazo de 72 horas, o Estado agiria. Para o Ministério Público, os números e as ações do Governo não demonstram que o acordo judicial venha sendo cumprido.

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