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População idosa vai superar jovens com menos de 15 anos em 2027 no Paraná


26 de agosto de 2024

Foto: Jonathan Campos/AEN

Até 2027, o número pessoas com mais de 60 anos de idade residindo no Paraná deve superar a proporção daquelas com menos de 15 anos. A informação consta nas mais recentes projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feitas a partir de dados do Censo 2022 e analisadas pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Chamado de Índice de Envelhecimento , o indicador reflete a relação entre a população oficialmente classificada pelo IBGE como idosa (pessoas com 60 anos ou mais) e a população jovem (pessoas com menos de 15 anos). O cálculo é feito a partir da divisão do primeiro grupo etário pelo segundo, multiplicado por 100.

Na prática, quando o índice supera o valor de 100, significa que há mais idosos do que jovens entre a população geral. No Paraná, isso ocorrerá pela primeira vez em 2027, quando o Índice de Envelhecimento chegará a 100,1 – atualmente, ele está em 87,6. No Brasil, a inversão na proporção entre jovens e idosos deve acontecer dois anos depois, passando dos atuais 81,3 para 102,2 em 2029.

O cenário traçado pelo IBGE aponta que esta é uma tendência que deve se acentuar ao longo das próximas décadas. Em 2046, o Índice de Envelhecimento projetado para o Paraná passará de 200, momento em que o número de idosos será o dobro dos jovens. Outra marca emblemática deve acontecer em 2069, quando haverá três pessoas com mais de 60 anos para cada um com menos de 15 residindo no Estado.

Além da presença de mais pessoas na faixa da terceira idade, elas também viverão por mais tempo. A expectativa de vida para um paranaense nascido em 2000 era de 72,2 anos, passando para 76,8 anos em 2024 e devendo chegar a 83,9 para os nascidos em 2070, segundo as atuais projeções. Os números evidenciam a melhoria das condições de vida da população e a boa estrutura de atendimento na área de saúde no Paraná.

No mesmo estudo, as projeções apontam que o Paraná tem a terceira menor taxa de mortalidade infantil do Brasil e que deverá ultrapassar 12 milhões de habitantes até 2027.

POLÍTICAS PÚBLICAS – O aumento constante no número de idosos demanda uma atenção cada vez maior do poder público. No Paraná, o Governo do Estado se antecipou a essa necessidade e passou a fortalecer programas e políticas públicas voltadas a esta parcela crescente da população a partir de 2019, em parceria com os municípios.

Entre as iniciativas, um dos destaques está na área de habitação, com a criação do programa Viver Mais Paraná, que consiste na construção de condomínios residenciais exclusivos para idosos, onde os moradores também recebem atendimentos de saúde e assistência social. Até 2026, deverão estar em funcionamento 35 condomínios, somando 1.400 casas e R$ 244 milhões investidos pelo Governo do Estado.

Outra iniciativa de destaque é a Cidade do Idoso, cujo projeto-piloto foi implantado em Irati, que reúne uma série de serviços gratuitos para a terceira idade. No local, os idosos podem praticar atividades físicas, de integração social e cultural, receber atendimentos médicos especializados, participar de aulas de informática, letramento, dança e música, além de ter acesso a uma cozinha comunitária.

Desde 2023, estes e outros programas e ações coordenados por diversos órgãos estaduais passaram a ser acompanhados também pela recém-criada Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi). Uma das responsabilidades da pasta, desde então, é a articulação conjunta com os municípios para a criação de uma rede de proteção à população com mais de 60 anos.

A pasta estadual também tem contato direto com os Conselhos Municipais da Pessoa Idosa, presentes nas 399 cidades paranaenses, e tem ajudado as prefeituras na organização de conselhos municipais e na viabilização de repasses financeiros para os fundos municipais sobre o tema.

Para a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Cidadania, Leandre Dal Ponte, a atualização das projeções populacionais pelo IBGE confirmam a importância de priorizar políticas públicas voltadas à pessoa idosa. “O Governo do Estado tem se preparado para essa mudança para que a população tenha uma condição de envelhecimento saudável, ativo, com autonomia e qualidade de vida”, afirmou.

AMIGAS DOS IDOSOS – Com a ajuda da Semipi, 35 municípios paranaenses já foram certificados como Cidades Amigas da Pessoa Idosa. Trata-se de um reconhecimento concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) a cidades que adaptaram seus serviços e estruturas físicas para serem mais inclusivas e receptivas aos mais velhos.

Atualmente, 75% das cidades brasileiras certificadas pelas organizações internacionais são do Paraná. “O Estado concentra a maioria dos municípios classificados pela Opas e a OMS como cidades amigas da pessoa idosa, o que nos coloca como um dos melhores locais para se viver mais e melhor”, comentou Leandre.

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