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Produção de soja na Serra Catarinense deve crescer 28% este ano


7 de abril de 2025

Região deve colher 337 mil toneladas de soja na safra 2024/25 – Foto: Adelina Berns / Epagri

A Serra Catarinense tem a expectativa de um considerável aumento na quantidade de soja a ser colhida na região, o que enche os produtores de esperança. A colheita da safra 2024/25 começou na primeira quinzena de março e deve seguir pelos próximos dois meses.

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) estima que o Estado deve colher 3,1 milhões de toneladas, 12% a mais que as 2,7 milhões do ano passado. Mas, nos Campos de Lages, a produção deve ser ainda maior, passando de 262 mil para 337 mil toneladas, um acréscimo de 28%. É o segundo maior índice entre todas as regiões catarinenses, atrás apenas de Rio do Sul, onde a produção deve crescer 35%. 

Na região, os cinco municípios que mais produzem soja são Otacílio Costa, com 55 mil toneladas; Lages, com 53 mil; Campo Belo do Sul, com 49 mil; São José do Cerrito, com 39 mil; e Capão Alto, com previsão de colher 35 mil toneladas na atual safra.

Já no Estado, os cinco maiores produtores são Campos Novos, com previsão de 274 mil toneladas; Abelardo Luz, com 188 mil; Mafra, com 124 mil; Canoinhas, com 108 mil; e Curitibanos, com expectativa de colher 96 mil toneladas.

Produtividade deve crescer 32%

Em relação à produtividade, que é a quantidade de quilos colhidos por hectare (10 mil metros quadrados), a expectativa para a Serra é ainda maior. Enquanto, no Estado, o aumento deve ser de 9%, na Serra deve chegar a 32%. A segunda região com maior aumento de produtividade deve ser Ituporanga, na casa dos 18%.

“É importante destacar que estes dados são uma estimativa inicial, pois aqui na região a colheita desta safra está só começando. Podemos dizer que 45% do total foi colhido até agora. Alguns produtores devem ser afetados pela estiagem enfrentada em janeiro, o que pode interferir nos resultados. Mas embora sejam ainda preliminares, os números devem ser positivos”, comenta a engenheira-agrônoma Adelina Cecília de Andrade Berns, analista de mercados da Estação Experimental da Epagri em Lages.

Por: Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc

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