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Saúde do Paraná reforça a importância da vacinação contra a poliomielite


23 de outubro de 2020

Ilustrativa

Neste sábado, 24 de outubro, é comemorado o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. A data foi definida pela Organização das Nações Unidas (ONU) com objetivo de alertar os gestores de saúde e a população sobre a importância de se manter o controle da doença que é grave, contagiosa e pode causar paralisia principalmente em crianças.

 “A vacina é a melhor forma de prevenção da pólio”, afirma o secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto. “Estamos em plena Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. No Paraná a vacinação começou uma semana antes da ação nacional ampliando o prazo de oferta da dose. Iniciamos a campanha no dia 28 de setembro e seguiremos até 30 de outubro”, explicou.

PÓLIO – O Brasil recebeu a certificação da erradicação da pólio em 1994, o último caso da doença foi em 1989. O Paraná não registra casos de poliomielite desde 1986.

 “Porém, ainda existe a presença do vírus (poliovírus selvagem) que transmite a doença em países como Paquistão e Afeganistão, por isso a vigilância constante da comunidade da saúde”, informa a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria da Saúde, Maria Goretti David Lopes. “Recentemente tivemos o exemplo do sarampo, que estava erradicado e que voltou a registrar casos e surtos”, enfatiza.

A recomendação, explica maria Goretti, é para que os pais levem as crianças aos postos mais próximos. “A vacina é segura e está disponível na rede pública, com a utilização de todas as medidas preventivas contra a Covid-19. Além do período da campanha, a vacina contra a poliomielite faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está na rotina dos postos e unidades de saúde”, afirma.

De acordo com o calendário, a vacina contra a poliomielite é indicada para crianças de 2 meses (1ª dose), 4 meses (2ª dose) e 6 meses (3ª dose). Estão previstas ainda doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

NOTIFICAÇÃO – Outra medida importante de controle da pólio realizada pela Vigilância Epidemiológica é a notificação de casos de crianças que chegam aos serviços de saúde com sinais de paralisia.  

Os primeiros sinais podem ser febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, rigidez na nuca e sinais de meningite. Sintomas mais agudas podem apresentar instalação súbita de deficiência motora, assimetria da musculatura de membros e flacidez muscular, entre outros.

“É através da investigação e coleta de amostra oportuna destes casos notificados que acontece a detecção precoce do Poliovírus, desencadeando assim todas as ações de forma rápida e efetiva para a não reintrodução da poliomielite”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, Acácia Nasr. O Estado do Paraná tem como meta anual a notificação de no mínimo 23 casos de Paralisia Flácida Aguda em menores de 15 anos.

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