Rádio Colmeia

Secretário de Saúde de Porto União repassa dicas de saúde pública

junho 27
12:40 2014
Foto: Divulgação

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O secretário de Saúde de Porto União, Jair Giraldi, orienta e dá dicas a população neste momento da enchente no município. Com o nível do Rio Iguaçu baixando, as pessoas afetadas com a cheia estão iniciando a limpeza de suas casas e para isso, muitos cuidados devem ser tomados para evitar várias doenças e contaminação.

A principal doença que pode afetar as pessoas neste momento é a leptospirose. “A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira, presente na urina de ratos e outros animais, transmitida ao homem principalmente nas enchentes. Bovinos, suínos e cães também podem adoecer e transmitir a leptospirose ao homem”, explica Giraldi.

Segundo ele, não é apenas a água que pode estar contaminada, “a lama tem um poder infectante bem maior que a água. A pessoa que for fazer a limpeza precisa estar protegida com luvas e botas. A defesa civil está disponibilizando um kit de limpeza, para auxiliar a população. Após a limpeza as pessoas devem fazer uma ação de desinfecção do local, usando um bactericida, pois as bactérias ficam mesmo após a limpeza, impregnadas nas paredes, assoalhos e caixa d’água que ficaram submersas”, alerta.

Os alimentos mesmo que protegidos por uma embalagem devem ser descartados. Mesmo não entrando água, a embalagem pode estar contaminada e pode contaminar o alimento. Vale lembrar que o consumo de água, deve ser apenas com água tratada da torneira. “Não usem bicas, fontes alternativas ou poços freáticos, pois eles podem estar contaminados”, lembra Giraldi.

“Essas são orientações básicas para que a população se cuide e não fique doente. Sempre após uma enchente, detectamos um aumento de pessoas com leptospirose. A doença leva de 10 a 15 dias para incubar no organismo dessa pessoa e apresentar os sintomas”, completa.

 

 

Leptospirose:

 

Quais os sintomas?

 

Os mais frequentes são parecidos com os de outras doenças, como a gripe e a dengue. Os principais são: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente nas panturrilhas (batata-da-perna), podendo também ocorrer vômitos, diarréia e tosse. Nas formas mais graves geralmente aparece icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e há a necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. O doente pode apresentar também hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar à morte.

Como se transmite?

Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água das chuvas ou lama contaminadas poderá se infectar. As leptospiras presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento. O contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios com a presença de ratos também podem facilitar a transmissão da leptospirose. Veterinários e tratadores de animais podem adquirir a doença pelo contato com a urina de animais doentes ou convalescentes.

 

Como tratar?

 

O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte,

orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam ser internados. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.

 

Como se prevenir?

 

Para o controle da leptospirose, são necessárias medidas ligadas ao meio ambiente, tais como obras de saneamento básico (abastecimento de água, lixo e esgoto), melhorias nas habitações humanas e o combate aos ratos.

Deve-se evitar o contato com água ou lama de enchentes e impedir que crianças nadem ou brinquem nessas águas ou outros ambientes que possam estar contaminados pela urina dos ratos. Pessoas que trabalham na limpeza de lamas, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha (se isto não for possível, usar sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).

O hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária) mata as leptospiras e deverá ser utilizado para desinfetar reservatórios de água (um litro de água sanitária para cada 1000 litros de água do reservatório), locais e objetos que entraram em contato com água ou lama contaminada (um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água). Durante a limpeza e desinfecção de locais onde houve inundação recente, deve-se também proteger pés e mãos do contato com a água ou lama contaminada.

Dentre as medidas de combate aos ratos, deve-se destacar o acondicionamento e destino adequado do lixo e o armazenamento apropriado de alimentos. A desinfecção de caixas d´água e sua completa vedação são medidas preventivas que devem ser tomadas periodicamente. As medidas de desratização consistem na eliminação direta dos roedores através do uso de raticidas e devem ser realizadas por equipes técnicas devidamente capacitadas.

A pessoa que apresentar febre, dor de cabeça e dores no corpo, alguns dias depois de ter entrado em contato com as águas de enchente ou esgoto, deve procurar imediatamente o Centro de Saúde mais próximo. A leptospirose é uma doença curável, para a qual o diagnóstico e o tratamento precoces são a melhor solução.

(Fonte: Ministério da Saúde)

 

 

LIMPEZA DE CAIXA-D´ÁGUA*

Para manter sempre a boa qualidade da água que será consumida, é muito importante que se tome alguns cuidados na instalação, manutenção e limpeza da caixa-d’água.

É necessário verificar as condições de higiene e vedação, para prevenir a entrada de insetos e outros corpos estranhos. De seis em seis meses o usuário deverá executar a limpeza, afastando, assim, o risco de doenças, como verminoses e infecções.

 

Para lavar sua caixa-d´água, separe:

1 balde

2 panos limpos

1 esponja ou escova (não pode ser de aço)

1 colher de sopa

1 pá de plástico

água sanitária

 

Atenção: Nunca utilize sabão, detergente ou outro produto de limpeza para lavar a caixa-d’água. 
Use apenas água sanitária.

 

Como escolher a caixa certa:

1 a 4   pessoas    –     500 litros

5 a 6   pessoas    –     750 litros

7 a 10 pessoas    –     1000 litros

 

 

Foto: Divulgação

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Como proceder para a limpeza da caixa-d’água em 10 passos:

 

1 – Um dia antes da lavagem, feche o registro de entrada ou amarre a bóia da caixa. Assim, você vai consumir a água da caixa até atingir a quantidade necessária para a limpeza, evitando o desperdício.

 

2 – Feche a saída com um tampão ou pano, tomando o cuidado de reservar um palmo de água na caixa.

3 – Lave as paredes e o fundo da caixa com uma esponja ou escova.

4 – Abra a saída da caixa para que escorra toda a água da lavagem. Usando um balde e uma pá de plástico, retire a água e os resíduos que restarem.

5 – Abra o registro de entrada de água, encha a caixa até a metade. Feche novamente o registro e a saída da caixa-d’água. Em seguida, adicione água sanitária conforme tabela abaixo:

 

Capacidade da caixa      Quantidade de água sanitária

 

500 litros                –            10 colheres de sopa

750 litros             –               15 colheres de sopa

1000 litros           –              20 colheres de sopa

 

6 – Lave novamente as paredes e o fundo da caixa-d’água com uma esponja ou escova nova e limpa.

 

7 – Abra novamente a saída da caixa e as torneiras da casa, deixando toda a água da lavagem sair. Para evitar o desperdício, guarde essa água em baldes para lavar pisos e calçadas.

 

8 – Lave a tampa da caixa com água corrente e coloque-a no lugar. Também é importante colocar um filtro (tela de nylon) na saída do cano extravasor ou cano-ladrão, que é aberto quando a caixa-d’água está muito cheia. Geralmente, a saída desse cano localiza-se no lado exterior do telhado. Com a tampa e o filtro, evita-se a entrada de insetos e pequenos animais na caixa-d’água.

 

9 – Para evitar o acúmulo de ar no encanamento da casa, abra as torneiras até que a água comece a sair.

 

10 – Abra o registro de entrada da água e deixe a caixa encher

 

*Fonte: Sanepar

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Sobre o Autor

marciel

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Marciel Borges é jornalista graduado pelo Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), onde atualmente faz pós-graduação em MBA Gestão de Produção Criativa em Comunicação. Marciel atuou em emissoras de rádio Comunitária da região e na área da internet, onde pode adquirir conhecimento. No ano de 2012, realizou o seu trabalho de conclusão de Curso (TCC) contanto a História da Rádio Colmeia, sendo convidado para fazer parte do jornalismo digital da emissora.

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1 Comentário

  1. Monique Queiroz
    Monique Queiroz janeiro 23, 00:40

    Muito interessante o que você menciona no artigo, descobri o blog e estou encontrando um grande conteúdo de qualidade. Saudações e agradecimentos!

    Reply to this comment

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