Estudo estima 17 mil mortes por tratamento de covid-19 com cloroquina » Rádio Colmeia FM

Escute a rádio

Estudo estima 17 mil mortes por tratamento de covid-19 com cloroquina


12 de janeiro de 2024

O uso, sem previsão na bula (off label), de hidroxicloroquina para tratar pacientes hospitalizados com covid-19 na primeira onda da pandemia pode estar relacionado a cerca de 17 mil mortes em seis países: Bélgica, França, Itália, Espanha, Estados Unidos e Turquia. A maior parte das mortes estimadas, cerca de 7,5 mil, foi nos Estados Unidos.  

A estimativa foi feita por pesquisadores da França e do Canadá em um estudo que reúne dados coletados com diferentes metodologias, e teve as conclusões publicadas com ressalvas neste ano no periódico científico Biomedicine & Pharmacotherapy.

Os cientistas estimaram ainda que o uso do medicamento pode ser associado a um aumento de 11% na taxa de mortalidade de pacientes hospitalizados.

Limitações

Os autores afirmam que, apesar das limitações do estudo e de suas imprecisões, ele ilustra o perigo de, no manejo de futuras emergências, mudar a recomendação de um medicamento com base em evidências fracas. O número de mortes estimado, de 16.990, pode estar tanto sub como superestimado, mas certamente seria muito maior se houvesse dados disponíveis para mais países, ponderam.

“Esse estudo ilustra as limitações de extrapolar tratamentos de condições crônicas para condições agudas sem dados precisos, e a necessidade de produzir rapidamente evidência de alto nível em testes clínicos randomizados para doenças emergentes”, diz o artigo. 

Originalmente, a hidroxicloroquina é indicada para o tratamento de doenças como malária, lúpus e artrite, mas, durante a pandemia de covid-19, seu uso foi defendido por autoridades políticas, como ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo depois de evidências científicas mostrarem ineficácia e riscos.

Já nos primeiros meses da pandemia, a Organização Mundial da Saúde suspendeu os testes para tratamento da covid-19 com a hidroxicloroquina, para preservar a segurança dos pacientes e por reconhecer sua ineficácia.

O estudo publicado neste ano pelos pesquisadores franceses e canadenses reforça que o uso prolongado do medicamento aumenta o risco de problemas cardiovasculares. Os pesquisadores ainda citam um estudo de colegas brasileiros que relaciona a hidroxicloroquina a efeitos colaterais no coração e no fígado.

Compartilhe a matéria nas redes sociais:

Leia outras matérias relacionadas:


Paraná e Santa Catarina abrem a corrida eleitoral com debates marcados por ausências 

Imagem assessoria A corrida pelos governos de Paraná e Santa Catarina ganhou visibilidade neste fim de semana com a realização dos primeiros debates televisivos das eleições de 2026. No Paraná, a Band realizou o encontro no domingo (9), inicialmente previsto com Sergio Moro, Requião Filho, Sandro Alex e Rafael Greca, mas a configuração acabou alterada […]

Chuva acumulada provoca danos em estradas do interior de Irieópolis

Imagem assessoria O acumulado de mais de 400 milímetros de chuva nos últimos 30 dias tem provocado diversos problemas nas estradas do interior, incluindo o surgimento de vertentes e a necessidade constante de intervenções para manter as vias em condições de tráfego As equipes municipais seguem trabalhando na manutenção dos trechos afetados, buscando garantir a […]

União da Vitória sedia fase macrorregional do Paraná Bom de Bola 

Imagem assessoria União da Vitória foi destaque durante a fase macrorregional do Paraná Bom de Bola, realizada entre os dias 7 e 9 de agosto. O município recebeu aproximadamente 700 atletas, que participaram das disputas e movimentaram a cidade durante os três dias de competição. Além de proporcionar momentos de integração e competitividade, o evento […]