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Prefeitura de Porto União e Sanepar discutem tarifas, abastecimento e rede de esgoto


Na manhã de sexta-feira, dia 6 de fevereiro, representantes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) estiveram reunidos no auditório da Prefeitura de Porto União para tratar de uma série de reclamações da população relacionadas aos serviços de água e esgoto no município.

Participaram do encontro representantes da Sanepar das áreas de Coordenadoria Comercial, Gerência Regional, Coordenadoria de Redes e Gerência de Relacionamento. Também estiveram presentes o prefeito de Porto União, Juliano Hassan; o secretário de Administração de União da Vitória, Aloisio Salvati; e o representante do deputado estadual Hussein Bakri, Nelson Pedroso, além de vereadores e membros do Procon.

Entre os principais pontos discutidos estiveram a cobrança da taxa de rede coletora de esgoto para imóveis ainda não contemplados, a recomposição do pavimento após obras, a oscilação no valor das faturas mensais e o desabastecimento de água em bairros da cidade.

A gerente geral Sudeste da Sanepar, Simone Alvarenga Campos, explicou que muitos investimentos já foram realizados na ampliação da rede coletora de esgoto para atender às exigências do Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020). A legislação estabelece como meta a universalização do acesso à água potável para 99% da população e à coleta e tratamento de esgoto para 90% até 31 de dezembro de 2033, com possibilidade de prorrogação até 2040. Segundo ela, o cumprimento dessa meta exige mais que o dobro dos investimentos anuais atuais e enfrenta desafios significativos, especialmente em nível regional.

Sobre o aumento nas faturas, Simone explicou que, após a coleta, o esgoto precisa passar por tratamento, sendo considerado que cerca de 80% da água consumida retorna como esgoto. Com a ampliação da rede coletora, o custo do tratamento também aumenta, o que tem refletido no valor das contas e gerado reclamações tanto junto à Sanepar quanto ao Procon.

A vereadora Aninha do Salão questionou situações em que moradores estariam pagando taxas mesmo sem fornecimento de água ou sem que o esgoto esteja efetivamente sendo destinado à rede. Diante disso, Simone Alvarenga afirmou que, uma vez notificada, a Sanepar analisa cada caso individualmente e, se comprovada a cobrança indevida, os valores são ressarcidos ao consumidor.

Já o vereador Miguel Von Gilsan levantou a questão do desabastecimento frequente em bairros mais altos, como Vice King e Olinger. Marcos Antonio, responsável pela engenharia local da Sanepar, informou que diversas obras de adequação foram realizadas ao longo do último ano e que a tendência é de melhora gradativa no abastecimento. Como as intervenções são recentes, a expectativa é que os resultados sejam percebidos em breve. Ele destacou ainda a importância de que a população comunique oficialmente as ocorrências de falta de água, para que a companhia possa monitorar os pontos críticos e direcionar novos investimentos.

Ainda sobre o desabastecimento, o prefeito Juliano Hassan destacou a existência de um programa municipal que prevê a entrega de 200 caixas d’água para famílias cadastradas no CadÚnico, medida que deve ajudar a reduzir os impactos da falta de água.

Com relação à recomposição do pavimento após obras, a Sanepar explicou que o serviço é terceirizado e reconheceu que nem sempre os reparos ficam adequados, o que representa risco, especialmente em casos de buracos grandes e sem sinalização. A empresa justificou que depende da produção da única usina local de asfalto, o que acaba limitando a agilidade e a qualidade em alguns casos.

A coordenadora do Procon da Prefeitura de Porto União, Simone Pereira Weiss, informou que as reclamações aumentaram consideravelmente nos últimos meses e avaliou que parte do problema está relacionada à falta de comunicação e de esclarecimento à população sobre direitos e deveres dos consumidores. Ela também comentou sobre a recente troca de leituristas, explicando que alguns profissionais ainda estão em fase de adaptação, o que pode gerar registros de leitura ausente quando o hidrômetro não é localizado. Segundo a Sanepar, a situação tende a se normalizar com o ganho de experiência das equipes.

Ao final da reunião, Simone Alvarenga Campos reforçou que muitos investimentos já foram feitos e outros ainda estão previstos, que casos pontuais serão tratados individualmente e que a ampliação da rede coletora de esgoto é uma exigência legal, não havendo como evitar a cobrança pelo serviço. Com a conclusão das obras na região da Cohab nesta semana, a expectativa é de maior regularidade no fornecimento de água.

Em caso de problemas, a Sanepar orienta que os clientes entrem em contato pelo telefone 0800 200 0115 ou pelo WhatsApp (41) 99544-0115. A companhia também reiterou que moradores que considerarem o valor da fatura elevado ou suspeitarem de cobrança indevida devem buscar atendimento para análise técnica individual de cada situação.

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