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Durante a sessão desta segunda-feira, 27 de abril, na Câmara de Vereadores de União da Vitória, a tribuna popular foi ocupada pelo professor Carlos Rafael Schneider, que apresentou um relato detalhado sobre os impactos da Lei Ordinária nº 4.357 de 2013 no plano de carreira do magistério municipal.
Em sua fala, o professor destacou que a legislação, criada em 2013, teria provocado ao longo dos anos o achatamento da tabela salarial, resultando atualmente em perdas significativas para a categoria — estimadas, segundo ele, em pelo menos R$ 2.500 mensais bruto. Schneider explicou que, com a falta de atualização da tabela conforme os reajustes do piso, a progressão na carreira foi comprometida, levando inclusive à equiparação salarial entre professores com e sem graduação.
A partir da explanação, os vereadores se manifestaram de forma unânime em apoio aos professores, ressaltando que a situação apresentada tem origem em decisões passadas e que, dentro das atribuições legais do Legislativo, há disposição para contribuir na construção de soluções junto ao Poder Executivo — responsável por matérias que envolvem impacto financeiro.
Entre as manifestações, o presidente da Câmara, Professor Cordovan Neto, destacou sua ligação com a educação, sendo professor e filho de professor, e reforçou que o Legislativo está aberto ao diálogo e empenhado em apoiar a categoria na busca por alternativas viáveis junto à administração municipal.
O vereador Ricardo Sass trouxe uma informação relevante ao debate ao mencionar que, em conversa com a Secretaria de Finanças, há uma possível redução de despesas na folha do município em função de mudanças envolvendo a UNIUV e a UNESPAR, o que pode favorecer a análise de medidas futuras em relação à valorização dos professores.
Já a vereadora Thays Bieberbach adotou um posicionamento firme ao defender que, diante do entendimento de que a lei tem causado prejuízos, é necessário avançar para ações práticas, já que muitos estiveram em posições que poderiam ter feito algo pela classe e não o fizeram mesmo com caneta na mão. Ela destacou que pretende atuar, junto a outros vereadores, para buscar a revisão da legislação, ressaltando que o tema precisa ser tratado com responsabilidade e efetividade.
A vereadora Cleonice Moller também teve participação de destaque ao demonstrar sensibilidade com a causa e reforçar o compromisso com a valorização dos profissionais da educação. No mesmo sentido, a Pastora Josi enfatizou que não há educação forte sem professores valorizados, reforçando a importância da pauta.
Também se manifestaram os vereadores Protetora Guga, Alemão da Agropecuária, Anderson Cardoso, Márcio Utzig, Borracha, Tika e Cortellini. Márcio destacou o impacto do achatamento da tabela na carreira docente e a importância de sua recomposição. Tika afirmou que buscará diálogo direto com o prefeito, enquanto Borracha colocou-se à disposição para todas as medidas necessárias dentro do Legislativo.
Os parlamentares reforçaram que, embora não caiba à Câmara propor projetos que gerem aumento de despesas, há um compromisso coletivo de intermediar o diálogo com o Executivo para que a situação seja analisada e, se possível, corrigida dentro dos parâmetros legais.
A sessão evidenciou o alinhamento dos vereadores no sentido de apoiar a categoria, reconhecendo a relevância da pauta e a necessidade de buscar soluções que valorizem os profissionais da educação sem desconsiderar os trâmites legais e administrativos envolvidos.



