
Mais um cilo se encerra, O ano chega ao fim e, com ele, mais um capítulo da nossa história coletiva se fecha. 2025 foi intenso, por vezes duro, e nos lembrou que a vida segue em movimento constante. A natureza impôs respeito, mostrando sua força em enchentes, tempestades e eventos extremos que afetaram comunidades inteiras e nos lembraram que não somos donos do tempo, apenas parte dele. Diante disso, aprendemos — ou deveríamos aprender — que só a solidariedade e o cuidado mútuo nos permitem atravessar os momentos difíceis.
No esporte, o ano também pediu reflexão. Houve vitórias, é verdade, mas para o futebol regional o saldo foi amargo. União da Vitória viu o Iguaçu, símbolo de tantas histórias, enfrentar o duro golpe do rebaixamento. Em Porto União, o Porto seguiu o mesmo caminho. Duas cidades vizinhas, dois times tradicionais e um mesmo destino doloroso — um alerta claro de que o esporte local precisa de cuidado, planejamento e união. Nem o futsal escapou: A ACAU viveu um ano difícil, com desafios dentro e fora da quadra, distante do protagonismo que já encantou a torcida. Esses resultados mostram que o esporte é reflexo das relações que o sustentam: quando falta união, diálogo e apoio, o desempenho em campo sente.
Ao mesmo tempo, 2025 evidenciou o quanto dependemos uns dos outros. Em cada enchente, em cada arquibancada vazia, em cada derrota difícil, foram as pessoas que estenderam a mão, ofereceram palavras de apoio e mantiveram viva a esperança. Relações humanas foram o verdadeiro alicerce deste ano — nas famílias, nas amizades, no trabalho e na comunidade.
Mas se 2025 termina convidando à autocrítica, 2026 começa abrindo espaço para a esperança. O novo ano traz expectativas de reconstrução, inclusive no cenário político, com eleições se aproximando. É tempo de sonhar, sim, mas também de vigiar, cobrar e participar. A verdadeira mudança não nasce apenas nos discursos, mas nas escolhas conscientes e no compromisso diário com a democracia. É preciso lembrar que a transformação começa no respeito às diferenças, no diálogo e na participação consciente. Democracia também é relação: ouvir, discordar com maturidade e escolher pensando no bem coletivo.
Ainda assim, em meio a perdas, frustrações e expectativas, há algo que permanece essencial: as pessoas, pois nada é mais importante do que estar perto de quem amamos. Demonstrar carinho, valorizar a presença, cuidar dos vínculos que nos sustentam nos dias bons e, principalmente, nos dias difíceis. No fim das contas, são essas relações que dão sentido às conquistas e aliviam as derrotas. demonstrar afeto, reconhecer o valor de cada presença em nossas vidas talvez seja a maior vitória de todas. Porque títulos, mandatos e anos passam — mas os laços que cultivamos são o que realmente nos sustentam.
Que 2026 seja um ano de reencontros, reconstrução e mais empatia. Que aprendamos a cuidar melhor da natureza, do esporte, da cidade — e, sobretudo, uns dos outros. Porque o tempo passa, os ciclos se fecham, mas é o afeto que nos mantém em pé e nos permite seguir em frente.
tenhamos todos um feliz ano novo
Até o ano que vem


