
O Instituto Humaniza, responsável pela gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Warrib Motta, em União da Vitória, se manifestou nesta segunda-feira, 26, sobre a morte da adolescente Brenda Rodrigues, ocorrida no dia 19 de janeiro, após atendimentos realizados na unidade. A empresa atua por meio de contrato com a Prefeitura, e familiares da jovem levantam a possibilidade de falhas no atendimento anterior à internação hospitalar. O posicionamento ocorreu após reunião na Prefeitura, com a presença do prefeito em exercício, Claudiomir Toco, da secretária municipal de Saúde, Sonia Regina Guzzoni Drozda, e de vereadores.
Durante o encontro, além do caso envolvendo a adolescente, parlamentares relataram outras situações relacionadas ao funcionamento da UPA. A direção do Instituto Humaniza informou que acompanha o caso com pesar e que iniciou a análise detalhada dos atendimentos prestados dentro da unidade sob sua responsabilidade. A empresa destacou que a apuração se restringe aos procedimentos realizados na UPA e que não cabe manifestação sobre atendimentos ocorridos em outros serviços de saúde.
O caso já está sob investigação da Polícia Civil e também deve ser analisado pelo Conselho Regional de Medicina do Paraná, que poderá instaurar sindicância para avaliar possíveis falhas técnicas, imprudência ou negligência, além das condições de trabalho oferecidas aos profissionais. Como medida preventiva, os profissionais envolvidos diretamente no atendimento foram afastados temporariamente. O Instituto Humaniza afirmou ainda que a UPA segue os protocolos do Sistema Único de Saúde, que a unidade é classificada como porte 1 e que exames complementares são realizados por meio de serviços terceirizados. A empresa informou que seguirá colaborando com as investigações até o esclarecimento completo dos fatos.



