
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a realização de um ataque militar em larga escala na Venezuela. Segundo Trump, o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do território venezuelano em uma operação conjunta com a Polícia dos EUA.
Explosões e fumaça preta foram registradas em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira por volta das 3h (horário de Brasília). Paralelamente, a FAA proibiu voos americanos no espaço aéreo venezuelano citando riscos de segurança.
O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais. No comunicado, Caracas disse que os EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.
Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.
O governo venezuelano decretou emergência nacional e mobilizou planos de defesa. Enquanto Colômbia e Cuba condenaram a intervenção, o Pentágono já havia reforçado o contingente militar no Caribe nos últimos meses.
A pressão sobre o governo venezuelano começou em em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. À época, o governo norte-americano reforçou a presença militar no Mar do Caribe.
Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização militar tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades americanas passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo Maduro.
Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.
No mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista. O governo americano acusa Maduro de liderar o grupo.
Ainda em novembro, a imprensa internacional informou que os EUA estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.
Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.



